Intolerância ao glúten  - REDE MATER DEI DE SAÚDE

Intolerância ao glúten 

A doença celíaca (DC) é autoimune, sendo causada pela intolerância permanente ao glúten, principal fração proteica presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia. De acordo com dados do Ministério da Saúde, estudos de prevalência da DC têm demonstrado que ela é mais frequente do que se pensava. A cada grupo de 15 pessoas, dois têm a doença, que continua sendo subestimada. Para um diagnóstico preciso da doença é imprescindível a realização de endoscopia digestiva alta com biópsia de intestino delgado.

Pesquisas revelam que o problema atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Foi também observada frequência maior em pacientes do sexo feminino, na proporção de duas mulheres para cada homem. O caráter hereditário da doença torna imprescindível que parentes em primeiro grau de celíacos se submetam ao teste para sua detecção.

Três formas de apresentação clínica da doença celíaca são reconhecidas: clássica ou típica, não clássica ou atípica e assintomática ou silenciosa. Na forma clássica ou típica, caracteriza-se pela presença de diarreia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso. Os pacientes também podem apresentar falta de apetite, alteração de humor (irritabilidade ou apatia), vômitos e anemia.

A forma não clássica ou atípica caracteriza-se por ausência de manifestações digestivas, ou, quando presentes, ocupam um segundo plano. Os pacientes podem apresentar manifestações isoladas, como, por exemplo, baixa estatura, anemia por deficiência de ferro refratária à reposição de ferro por via oral, anemia por deficiência de folato e vitamina B12, osteoporose, hipoplasia do esmalte dentário, artrites, epilepsia (isolada ou associada à calcificação cerebral), entre outras.

Na forma assintomática ou silenciosa caracteriza-se por alterações sorológicas e histológicas da mucosa do intestino delgado compatíveis com DC, na ausência de manifestações clínicas. Esta situação pode ser comprovada especialmente entre grupos de risco para a DC, como, por exemplo, parentes em primeiro grau de pacientes celíacos.


RESPONSÁVEL:
Magno Cardoso Veras Neto
Gastroenterologista pediatria e endoscopista
CRM-MG: 44722

 

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